Pontes sobre o Rio Itacaiunas entram em fase de licitação e preocupam moradores de Marabá

O processo de demolição e construção de duas pontes sobre o Rio Itacaiunas , localizadas na BR-230, no município de Marabá , avançou para a fase interna de preparação para licitação. A obra será conduzida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e terá investimento estimado em cerca de R$ 229 milhões.
Segundo o órgão, ainda não há prazo definido para o início das intervenções. As análises técnicas já foram concluídas e apontaram a necessidade de demolição completa das duas cláusulas, consideradas comprometidas.
Medidas emergenciais e riscos estruturais
Enquanto o processo administrativo segue em andamento, o DNIT desenvolveu medidas preventivas para garantir a segurança no local. Veículos com peso superior a quatro toneladas deverão utilizar obrigatoriamente um desvio operacional pela ponte do lado esquerdo.
Atualmente, a ponte mais recente, situada no lado direito, opera com tráfego lento e limite de carga reduzido. Já a estrutura mais antiga, localizada à esquerda, mantém a circulação normal. No entanto, ambos apresentam risco de desabamento, o que gerou apreensão entre moradores e autoridades locais.
De acordo com informações do Correio de Carajás , a ponte mais nova apresenta falhas estruturais relevantes, enquanto a mais antiga sofre com desgaste natural e anos de uso acima da capacidade prevista no projeto.

Estruturas antigas e questionamentos
A ponte mais antiga possui mais de quatro décadas de funcionamento, enquanto a mais recente está em operação há cerca de 16 anos. A necessidade de demolição de uma estrutura relativamente nova levanta questionamentos sobre a execução da obra e o uso de recursos públicos.
Para o jornalista Patrick Roberto , a situação é preocupante. “Toda essa operação envolve custos elevados, incluindo a demolição e retirada de escombros do leito do rio. É uma intervenção complexa e cara. É inadmissível que uma ponte com pouco tempo de uso esteja nessa condição”, afirmou.
Possível promoção
Outro ponto de atenção envolve a responsabilidade técnica pela construção da ponte mais recente, realizada pela CMT Engenharia . Há questionamentos sobre o cumprimento das garantias contratuais e a qualidade da obra entregue.
O vereador Marcelo Alves afirmou que há movimentações para apurar eventuais responsabilidades. Segundo ele, o caso deve ser investigado pelo Ministério Público Federal e outros órgãos competentes.
“Precisamos garantir que tudo seja devidamente apurado e que os responsáveis sejam identificados. O objetivo é evitar riscos maiores e impedir que situações como essa se repitam”, destacou.

Problemas antigos e agravamento
As primeiras declarações de problemas estruturais foram identificadas anos atrás, quando o fotógrafo Jordão Nunes registrou um afundamento na parte central da ponte mais recente. Na época, os engenheiros da prefeitura também constataram fissuras, considerando inicialmente dentro da normalidade para estruturas novas.
Com o passar do tempo, porém, os danos se agravaram. As inspeções mais realizadas realizadas posteriormente apontaram deformações progressivas, o que levou à restrição do tráfego de veículos pesados como medida preventiva.
Atualmente, a estrutura é monitorada por uma empresa especializada, com uso de sensores que acompanham em tempo real possíveis movimentações ou riscos. Paralelamente, estudos seguem em andamento para identificar as causas dos problemas estruturais.
Expectativa
A fechamento das pontes é considerada essencial para garantir a segurança e a fluidez do trânsito em um dos principais eixos rodoviários da região. Enquanto o processo de licitação avança, a população acompanha a preocupação com a situação das estruturas, analisando soluções definitivas que evitam riscos e asseguram a mobilidade local.